Hoje, só amanhã...


Aviso aos Navegantes

Este espaço não me pertence mais. Já não tenho mais as pretensões de outrora nem tampouco consegui manter o propósito inicial. Transgredi em muito os limites da impessoalidade e expus minha intimidade seja ferindo os olhos de um desavisado leitor, seja no saltar das entrelinhas. O fato é que nunca me senti muito à vontade com a aceitação de minhas idéias, especialmente com a falta dela.
E mesmo considerando exposição, eu resolvi dar minha cara à tapa.

Hoje, muito próximo de vivenciar a primeira volta de Saturno, e talvez por isso mesmo, eu não vejo mais graça em provocar discussões filosóficas, nem deixar registrado dias felizes, tampouco as amarguras de meu fracasso .

Questionar? Sim, mas não mais pelos outros nem para eles. Não dá em nada, não muda nada! Não sei fazer isso escrevendo, não consigo somar minhas emoções às palavras, e são delas o pouco mérito que tenho ao conseguir mudar algo com a oratória.

As minhas idéias permanecerão acessíveis, tanto as novas quanto estas velhas (falta em mim um pouco de coragem em dar fim a tais registros), mas o meio pelo qual poderemos travar boas discussões não será mais este.


Escrito por Fulyra às 01h12
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Vence na Vida quem diz Sim

Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim
Se te dói o corpo, diz que sim
Torcem mais um pouco, diz que sim

Se te dão um soco, diz que sim
Se te deixam louco, diz que sim
Se te tratam no chicote, babam no cangote
Baixa o rosto e aprende o mote, olha bem pra mim

Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim
Se te mandam flores, diz que sim
Se te dizem horrores, diz que sim

Mandam pra cozinha, diz que sim
Chamam pra caminha, diz que sim
Se te chamam vagabunda, montam na cacunda
Se te largam moribunda olha bem pra mim

Vence na vida quem diz sim
Vence na vida quem diz sim
Se te erguem a taça, diz que sim
Se te xingam a raça, diz que sim

Se te culpam a alma, diz que sim
Se te pedem calma, diz que sim
Se já estás virando um caco, vives num buraco
E se é do balacobaco olha bem pra mim
Vence na vida quem diz sim

(Chico Buarque)

Escrito por Fulyra às 00h52
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PAZciência

 

Estive pensando na peça que a natureza nos prega a fim de que possamos testar nossas verdades. Eu já tive certezas absolutas que foram desfeitas no segundo seguinte pelo menos umas cem vezes só este ano. E o detalhe que não posso omitir é que costumo relutar, pensar, avaliar, relutar de novo… antes de considerar algo como verdade.

Pois bem, embora eu seja essa cabecinha dura na maior parte do tempo, não o sou o tempo todo. Aliás, quero crer que não seja fácil encontrar alguém que carregue consigo uma gama de comportamentos lineares e constantes. Especialmente sustentar uma postura ou ainda pior: sendo mulher, transportando doses de hormônios que insistem em oscilar.

Isto tudo para justificar o meu comportamento oscilatório. Sim, eu preciso aceitar os defeitos que não posso mudar…

Mas há algo em mim que, infelizmente, costumar ser fixo: o limite da paciência. Tudo bem, oscila… bem pouco.

Eu queria ser mais tolerante, acredito que seria mais leve e mais feliz. Mas eu não consigo suportar falta de respeito em nenhum grau! Inclusive, por não permitir, dificilmente perco o controle e ajo por impulso. Costumo ficar na minha e me isolar. Talvez pra digerir a doses cavalares de ácido um palavrão proferido à minha pessoa.

Caramba, serei eu esse poço de sensibilidade, a ponto de não aguentar um "vá se foder" com um sorriso no rosto?

 

Não que eu seja a pessoa mais educada do planeta, ou a mais séria, incapaz de brincar coprolalicamente. Inclusive, até EU já fui coprolálica (segundo lugar da minha turma de fisio). Mas há o tal do limite! E me parece que o seu limiar fica mais baixo com o passar dos anos.

 

Enquanto isso eu vou brincando do "Jogo do Contente", e feliz por manter o equilíbrio até nas horas em que a paciência se esgota.

 

Ciência da paz? Haja ciência, viu?



Escrito por Fulyra às 14h40
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A Mafalda também é uma ESTJ



Escrito por Fulyra às 16h18
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Fragilidades e Fortalezas

 

Manter uma postura pautada em princípios e transparência, requer mais que uma simples vontade, exige educação, vigilância e quiçá  predisposição genética. Somos bombardeados diariamente no trabalho, vida pessoal e mídias por alimentos da vaidade. E por sermos inerentemente sociais acabamos muitas vezes por esquecer alguns princípios morais em função das péssimas influências que sofremos sem perceber. Isto porque os olhos e ouvidos diminuem suas agucidades enquanto a ansiedade se encarrega de potencializar outros sentidos.

A deterioração de nossos prazeres mais fulgazes fortalece a integridade tão necessária pra nossa consciência. Não é tarefa fácil, como já se sabe, mas nos é ensinado desde muito cedo e bons exemplos não nos faltam. Infelizmente, os péssimos também não.

Estar atenta à este tipo de mazela tem me possibilitado elevação e bem estar. E assim como quase tudo na vida, uma vez que se obtém o hábito, adquire-se destreza. Nunca foi tão fácil identificar certos padrões, e expurgá-los do meu convívio, idém. Serenidade, auto-controle, equilíbrio e bom-senso são os louros obtidos de imediato, e esta sensação de bem-estar, meus amigos, não tem preço.

 

Se há alguma fragilidade em mim hoje, eu garanto que não é a feminina. E ai de quem duvidar!

 

 

Embora aparente estar fora do contexto da prosa, a imagem é da cena de maior afetação na sala do cinema ontem.

Enquanto sofria um assédio, a personagem sem concordar ou ceder, nem tampouco reagir em afobação ou repúdio, mostrou força e poder em sua reação. Arrancou risos involuntários de uma platéia tão vingativa como ela.  Trata-se do bom filme "Ao lado da pianista" que deu início ao Festival Varilux na Fundação. Filmes imperdíveis estão por vir.



Escrito por Fulyra às 15h55
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BRASIL, Nordeste, RECIFE, Mulher, de 26 a 35 anos



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